segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

"Talvez o final feliz seja apenas seguir em frente"


Hello people! Um Feliz Natal atrasado e um ano novo adiantado, porque estou indo curtir minha prainha se Deus quiser. Vou passar meu reveillón rodeada de amigos e de frente para o mar. Cá para nós, 2010 não foi meu ano, mas Deus me ensinou muito com cada perda, lágrima e decepção.

Quinta passada fui a igreja e disse a Jesus que, se fosse necessário algo morrer dentro de mim para Ele renascer, que assim fosse. Na hora me deu um friozinho na barriga, porque nunca fui boa com rupturas, mas acabei compreendendo a importância de lidar com elas.

Benzocas... Vocês foram ótimas comigo. Responderam meu último post e me deram muita força, agora é hora de eu ajudá-las com a minha experiência. Só não vou entrar em detalhes, porque isso é muito particular (vocês entendem, né?)

Comentei com um amigo que eu estava mal com o fim da facul. Despedidas me deixam master deprê rsrs Então ele me mandou um texto do Fernando Pessoa: "Encerrando Cliclos" (LEIAM!) Em síntese o texto diz que devemos aceitar que as coisas possuem final e não podemos ficar revivendo o passado. "Deixar ir embora. Soltar. Desprender-se". E o livro: "Quem Mexeu no Meu Queijo", também sugerido por um novo amigo, diz que, enquanto tentamos entender quem tirou nosso queijo antigo do lugar, deixamos de buscar um novo queijo.

Bom, então vamos a nós. É foda ter criado expectativas sobre alguém que parecia ser a pessoa especial que você sempre esperou (apesar de ser o completo oposto do que você sonhava), e, de repente, o castelinho de areia ir se desabando. Acabam as mensagens melosas no cel, apelidos carinhosos somem completamente, a ex reaparece das cinzas... Aí você fica naquela: "Cara, o que aconteceu? O que eu fiz de errado?" Seria muito mais fácil se ele nos dissesse ou, a segunda opção, seria perguntarmos, mas, se você é orgulhosa como eu, vai entender que, muitas vezes, preferimos fingir que não estamos nem aí, desaparecer e continuar com a dúvida.

Primeiro ponto, no fundo, no fundo, nós sempre sabemos quando algo não está legal ou está chegando ao fim. Sabemos quando já não existe qualquer esperança, mas nos apegamos as várias suposições que surgem para ocupar o espaço da verdade desconhecida e isso nos impede de seguir em frente e buscar o novo queijo. De vez em quando, as dúvidas nem existem e está tudo mais que esclarecido. Na verdade, só as estamos utilizando como vínculo com o passado e a única coisa que precisamos de fato é colocar para fora o que nos magoa. Se isto se encaixa na sua vida, eu diria que o melhor é expor sim o que pensa e sente. Você pode levar um toco, pode não ter resposta alguma ou pode até (isso é pouco provável, viu?) ter uma surpresa boa, mas vai ter desengasgado e isso é o que importa. Fale por você e não por ele!

Segundo ponto. O fato de algo ter chegado ao fim, mesmo que não por sua escolha, não apaga os bons momentos que vocês viveram. Sabe aquela música que eu amo do Natirruts:"Leve com você, só o que foi bom. Ódio e rancor, não dão em nada. Naaaada."O que você passou, sempre te pertencerá.

Algumas pessoas nos machucam por querer, outras o fazem por inconsequência ou mesmo sem intenção. Acho que sentir raiva (por mais natural que seja em um primeiro momento), é só uma forma de continuar mantendo aquela pessoa dentro de você e, assim, continuar lembrando.

Terceiro ponto. Precisamos aceitar, como disse Fernando Pessoa, que as coisas podem acabar. Talvez ninguém tenha culpa, nem ele, nem você, simplesmente, começou e acabou. Entendo (entendo mesmo hehe), o quanto dói dizer adeus, mas uma das minhas grandes lições neste natal foi que... Quando aceitamos o fim, não apenas estamos deixando "ele" ir embora, mas somos nós quem estamos seguindo em frente.


ps.: Obrigada por finalmente ter me deixado ir. Também espero que encontre a pessoa certa (que encontre a sua exceção), quando estiver preparado para isso.


Beijos vindos de um coração mais leve...


segunda-feira, 29 de novembro de 2010

SEJA VOCÊ


Hello girls and boys... Em primeiro lugar quero dizer que estou muito feliz com a quantidade de visitas que este blog tem recebido. O contador está andando bem movimentado rsrs Será que isso é sinal de que tem muita gente por aí com dor-de-cotovelo? Se é esse o seu problema, sinta-se em casa, pois tenho certeza que meus textos vão lhe parecer familiares.

Fiz 22 aninhos dia 28/11 e ganhei de presente de um amigão meu o livro: "Por que os homens amam as mulheres poderosas?" Estou adorando o livro, ele é hilário, mas estou um pouco assustada com as consequências que suas páginas podem ter sobre algumas pessoas.

Definitivamente precisei chegar a conclusão de que teorias românticas não se aplicam a prática, pois quando a gente se apaixona vira uma anta total e esquece tudo o que as experiências passadas nos ensinaram: "não mergulhe de cara na relação", "não mostre que está a fim", "deixe ele te procurar"... Balela, balela, balela.

Defendo o ponto de vista de que toda mulher, por mais loucamente enamorada que possa estar, deve sempre se valorizar e não esquecer sua autonomia em função de um relacionamento. O fato de alguém especial ter chegado em sua vida não significa que você tem que se tornar uma cópia desse alguém, afinal esta pessoa se interessou por quem você é e não por sua capacidade de imitar o outro. Comprende muchacha?

Também tenho pavor dessas situações em que uma menina despreza todo seu potencial e amor-próprio para correr atrás de um cara que não está nem aí pra ela. E outra coisa! Se um cara não te corresponde, isso não faz dele um cafajeste. O que o torna cafajeste ou não é a maneira como ele lida com os seus sentimentos.

A intenção deste post é lhe dizer que não existem regras para se conquistar alguém. Concordo que homens, em geral, não se apaixonam por mulheres fáceis, passivas e sem opinião, contudo, tratá-los friamente nem sempre é um método eficaz de conquista. Se existe um conselho clichê, mas correto, é o típico: "seja você mesma".

Quando se envolver com alguém, continue a cuidar de seus amigos, a curtir seus hobbies e a defender seus pontos de vista. Não abandone o seu eu para se adaptar ao eu do outro, apenas seja compreensiva com as difernças que existirem entre vocês. Sabe aquele papo: não concordo, mas aceito? Ele ama torresmo cabeludo e você é vegetariana. Nenhum dos dois tem que adotar a filosofia alheia, apenas respeitá-la.

Menina, não se anule nunca por causa de um cara! Menino, não se anule nunca por causa de um rabo-de-saia!

Será que fui clara???


Kisses and hugs

sábado, 20 de novembro de 2010

Só por hoje... Chega de colocar a culpa em quem quer que seja! Somos nós quem depositamos mais expectativas nas pessoas do que elas estão dispostas a sustentar.

quarta-feira, 20 de outubro de 2010

CARTA PARA UM PASSARINHO


(Escrita em 04/07/2010)

Houve um tempo no qual acreditei ser eu quem o tinha deixado livre, pois meu espírito romântico me fez pensar que, apesar de sermos (na minha imaginação), perfeitos um para o outro, ainda não era o momento. Vejo, contudo, que foi escolha sua não pousar em minha mão.
Não era uma obsessão que me arrastava até você. Não sou louca, sou artista – ao menos foi o que me disseram e prefiro acreditar nisto. A arte me impede de sentir as coisas pela metade, então vivo apaixonadamente mesmo sem demonstrar.
Desejei criar asas para voar ao seu lado e mantive meus olhos tão presos às nuvens que esqueci de fincar meus pés no chão. Então caí, despenquei e talvez ainda não esteja completamente de pé.
Meu consolo era acreditar que você, apesar de raramente descer a terra, pudesse se lembrar daquela que, ao som do silêncio, declarou-lhe tudo, mas... Não foi assim. A nossa distância que antes parecia produto da timidez e do medo, agora se mostra também como mais uma de suas escolhas.
Era divertido me ver entorpecida de encanto, voz branda, gestos serenos. Agradava-lhe saber que era digno de admiração; conquistara uma aduladora sem ter feito o menor esforço. A vaidade lhe impediu de me enxergar, fez ver em mim apenas um instrumento que engrandecia seu ego e manipulou os acordes a sua maneira.
Nunca vou ouvir um pedido de desculpas. Talvez você não saiba ou não queira saber a participação que teve em meus próprios erros os quais foram instigados pelos seus. Nova queda: percebi quando escorreguei dos seus olhos e caí diretamente nos chão.
E o mais estranho é que, em breve, muito breve, o passarinho vai se sentir cansado, por isso procurará um galho de árvore onde possa repousar. Quando olhar para o solo, não vai mais encontrar um determinado rosto que tanto gostava de contemplar o seu canto.
Vazio.
Em breve, muito breve, verá o mesmo rosto flutuando nas asas de um amor de verdade.
Vazio.
Ninguém vai te ouvir como eu ouvia. Ninguém vai te dizer o que eu dizia.
Vazio.
Contradizendo sua propensão para o esquecimento, sentirá a minha falta, então irá procurar um pouco de mim nos meus textos. Estes mais uma vez o emocionarão ao perceber que também havia um pouco de você ali, pois, apesar do nada que tivemos, o que sinto sempre se transforma em poesia.
Nestes dias você ainda não vai me amar e creio que nunca o fará, contudo vai se dar conta de que eu existo e que minha importância não é a de fazê-lo se sentir importante. Não tenho as suas asas, mas você também não possui as minhas mãos e é com estas mãos que te faço um sinal de adeus enquanto recebo outra vez “aquela parte minha que outrora lhe pertenceu”.

(Há alguns dias você era preto e branco, agora preciso forçar a visão para te enxergar. Obrigada por agir de maneira a se tornar invisível.)

terça-feira, 19 de outubro de 2010

PREVISÕES

(Escrita em 06/11/2009)

Sinto que posso sentir muitas coisas ao seu respeito,
mas talvez seja pura insensatez tentar prever sentimentos.
Como posso antecipar aquilo que ainda está por dentro?
E assim perder a chance de me surpreender com o tempo?
Vou amar por apenas um dia, sem medo do amanhã.
E se tudo acabar em um de repente qualquer,
não irei me sentir a mais terrível mulher, apenas seguirei em busca de um novo amor que,
um dia por vez, prolongue-se eternamente.
Quero muitos dias de eternidade,
quero que minhas mãos continuem livres em suas criações.
E, se por ventura, eu perceber que meu coração já não é mais livre, render-me-ei a essa cilada...
Quão belas são as coisas inesperadas.

quarta-feira, 13 de outubro de 2010

A MÁSCARA


Nada como uma festa para nos afastar – momentaneamente – de nossos desprazeres. Nada como uma multidão de pessoas esquecidas de si mesmas para nos levar a também esquecer de quem somos. Um baile de máscaras, em especial, é a ocasião perfeita para testar novas personalidades e ensaiar novas atitudes.

Ela estava cansada... De repente todas as suas crenças quanto ao amor verdadeiro pareciam pequenas demais diante de suas limitações humanas e perdeu parte das forças que a mantinham firme a espera “dele”.

Há um mês atrás havia escrito uma carta endereçada a Deus na qual descrevia com detalhes aquele que deveria ser o homem certo para ela. Rezou sobre a carta e guardou-a na Bíblia, decidida a proceder da mesma maneira no décimo dia de cada mês até que seu pedido fosse realizado. Quando, no entanto, aproximou-se a data em que reapresentaria seu pedido a Deus, estava envolvida em tal marasmo e angústia que já não encontrava gosto em seus antigos anseios e acabou por se esquecer que era hora de prosseguir com suas orações.

Naqueles dias estava propensa a se refugiar nos amigos para se afastar dos próprios pensamentos. Assim, depois de certa insistência, duas amigas convenceram-na a ir a um baile de máscaras na madrugada do dia nove para o dia dez. Apesar de inicialmente ter recusado o convite, logo se animou com a idéia e preparou as vestes negras que usaria para se fantasiar. Sua maior preocupação, contudo, não era disfarçar seu rosto, mas sim mascarar sua alma.

Nunca foi dada a efemeridades. Dava a um beijo o valor do sentimento e nunca antes havia beijado alguém pela simples necessidade de beijar. Naquela noite, ao contrário, estava pronta para provar uma boca que não tivesse lhe feito juras de amor.

Música alta, pessoas dançando sem a menor coordenação, cheiro de álcool e cigarro por toda parte – era este o contexto ideal para envolvimentos fugazes. Não tardou muito para encontrar um par tão perdido quanto ela própria e talvez tenha sido este o único ponto comum entre os dois.

Ele se mostrou um pouco simpático, mais ou menos interessado e meio interessante. Não era de muitas palavras e sabia ouvir menos ainda. O que ele queria obter pedia silêncio.

Quando se beijaram, ela sentiu um gosto de vazio que se misturava ao abraço que não veio, aos elogios que não foram feitos e a conversa que não surgiu. Percebeu facilmente que para ele tanto fazia quem era a dona da boca, desde que essa correspondesse aos seus interesses.

Há horas o relógio passara da meia-noite e já era o décimo dia do mês. Ao invés de estar diante de uma vela falando com Deus, estava na frente de um estranho que olhava para ela sem vê-la.

Mesmo em minha onisciência de narradora, não fui capaz de perscrutar seu espírito a fim de dizer com certeza qual foi a sua sensação quando, após, tê-la beijado, ele perguntou qual era mesmo o seu nome. Sei apenas que ela pensou seriamente em responder “ninguém” ou “qualquer uma”, pois era como se sentia.

Ao se afastarem (fisicamente, pois emocionalmente nunca estiveram juntos), ela levou consigo as piores impressões, enquanto ele, de certo, não levou impressão alguma. Em breve haverá outra festa, onde estarão outras mascaradas e mais uma porção de nomes para serem confundidos e, em seguida, esquecidos.

Ele jamais saberá quem de fato havia por detrás daquela máscara. Não conhecerá os pedidos que saíram pela mesma boca que beijou nem as promessas e sonhos que mantém viva a moça de vestes de negras.

Ele não teve tempo de sentir a sua respiração...

domingo, 10 de outubro de 2010

UMA NOITE


Uma noite para curar o ócio e esquecer a vida.
Uma noite para deixar que as batidas da música se confudam com o compasso do coração.
Uma noite em que as pessoas não são pessoas, mas apenas companhias.
Uma noite em que tudo perde o sentido e por isso é mais fácil reencontrar a direção.
Você sabe quem eu sou? Isso pouco importa...
Era eu quem estava ali para afastar a sua solidão.
Meus pensamentos não lhe interessavam,
Minha voz e promessas também não.
Dois bonecos perdidos em seu cansaço,
Cansaço que não está nos pés, mas na falta de razão.
Quando as bocas se afastam,
O gosto do beijo pode durar mais que uma recordação.
Isso não te faz sentir descartável?
Talvez seja o sentimento apenas de pessoas dotadas de emoção.
"Qual é mesmo o seu nome?
Vou anotá-lo em meu telefone para outra ocasião."
Então quando estiver novamente perdido,
Buscará meus serviços de orientação.
É uma pena, mas meu telefone estará mudo,
Pois não quero ser escudo de consolação.